terça-feira, 29 de abril de 2014

SAÍRA DE CHAPÉU PRETO...AVE de NÚMERO 181 do DOSSIÊ FAZENDA MODELO.




                      Nome Científico:  Nemosia pileata (Boddaert, 1783)...

  No dia 29 de ABRIL de 2014, numa árvore próxima ao PORTÃO de acesso ao PARQUE DE EXPOSIÇÕES ASSIS CHATEUBRIANT, junto à pista de caminhada da FAZENDA MODELO, um canto atípico foi ouvido. Mediante observação visual direta, pois a proximidade do passarinho era de pouco mais de 3 metros do observador, ( Pr Dr Gisnaldo Amorim Pinto, as 8 horas da linda manhã de final de abril), foi identificada mais uma espécie para o CATÁLOGO DE AVES da FAZENDA MODELO da cidade de PEDRO LEOPOLDO (MG)...



O MACHO É DE UM PRETO MAIS INTENSO, CONTRASTANDO COM O BRANCO DO PEITO. JÁ A FÊMEA POSSUI O PEITO BEM LEVEMENTE ALARANJADO.  


O MACHO DO "SAÍRA CHAPÉU PRETO", COMO FOI VISUALIZADO NA ÁRVORE DA PISTA DE CAMINHADA, PRÓXIMO AO SEGUNDO NINHO DE CÔCO DO CRISTIANO DE CARVALHO. (NINHO DE CÔCO DAS MARITACAS...).

                                         MAIS DETALHES DA ESPÉCIE...

   A saíra-de-chapéu-preto é uma ave passeriforme da família Thraupidae. Em muitos lugares do Nordeste é conhecida como azedinho.
Seu nome significa: do (grego) nemos = clareira, pastagem, pasto; e do (latim) pileata, pileatum, pileatus, pileus = com pileo, com chapéu. ⇒ (Ave da) pastagem com píleo ou(ave da) clareira com chapéu.

O macho é mais colorido do que a fêmea, com o amarelo vivo do olho das aves adultas destacando-se contra o negro dominante na cabeça e lados do pescoço. Entre o olho e o bico, uma listra branca, mesma cor das partes inferiores. O dorso é cinza levemente azulado, assim como a cauda. As penas longas das asas são cinza escuro, ocasionalmente observadas na ave pousada. Já a fêmea possui a mesma distribuição geral de cores, exceto o negro da cabeça. A íris é amarelo mais apagado, assim como o cinza das costas. Partes inferiores com tom levemente amarronzado. O bico é amarelado, enquanto no macho é cinza na base com a ponta escura.
Tem cerca de 13 centímetros e pesa aproximadamente 14 gramas. Chama a atenção pelo branco puro do loro e do lado inferior que contrasta com o negro do píleo. Tem manto cinzento, íris e pernas amarelas. A fêmea não tem o desenho negro tendo o seu lado inferior amarelo e mandíbula branca.
Sempre muito ativos durante as caçadas, ocasionalmente emitem um chamado curto e assobiado.
Predominantemente de substâncias vegetais: frutinhas (freqüentemente duras) das árvores e arbustos ou de epífitas que neles vegetam, frutinhas de cipós e pedaços de frutas maiores e seu suco, folhas, botões e néctar. Se alimenta, por exemplo, dos frutos de caroba-branca (Sparattosperma leucanthum) e do tapiá ou tanheiro (Alchornea glandulosa). Sua alimentação também é formada por invertebrados apanhados na folhagem e galhos. Às vezes é um inseto com carapaça dura e costuma bater com o bico no tronco para matar a presa ou desmembrá-la.
Seu ninho é transparente mas resistente, bem fixado com teias de aranha, ele é construído em posição elevada em árvores do cerrado.
Vive em regiões com vegetação arbórea rala como caatinga, cerrado etc.
Também um habitante das copas, explorando mais a parte interna da folhagem, galhos e troncos. Garras fortes permitem que pousem em galhos e troncos verticais. Macho e fêmea costumam andar juntos, raramente em grupos ou com outras aves.
É comum em vegetações arbóreas ralas, como caatingas, cerrados, florestas de galeria, capoeiras arbustivas e plantações. Na Amazônia, habita áreas mais abertas da várzea e bordas de florestas, sobretudo em ilhas e margens de rios.
Ocorre em praticamente todo o Brasil, exceto o extremo sul e o noroeste do estado do Amazonas.
Pode ser encontrada das Guianas e Venezuela através da Amazônia campestre ao nordeste e leste do Brasil até São Paulo e Rio Grande do Sul. Ocorre também na Bolívia, Paraguai e Argentina.



                                            REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:









domingo, 27 de abril de 2014

PICA-PAU DE TOPETE VERMELHO. AVE de NÚMERO 180 do DOSSIÊ FAZENDA MODELO...

  No dia do último domingo de abril de 2014, me senti,  brincando pouquinho, na CASA DA FANTASIA DE MONTEIRO LOBATO. No SÍTIO DO PICA-PAU AMARELO DE LOBATO EM LI UM DIA, QUE TEM POESIA. Mas, estava na CASA da FAZENDA MODELO, de onde avistamos um:
 PICA-PAU, que não era amarelo, mas era um:  
                              Campephilus melanoleucos (Gmelin, 1788)

ENTÃO COMECEI A SONHAR COM O SÍTIO DE MARMELADA DE BANANA E BANANADA DE GOIABA, QUE GIL CANTOU TÃO BEM AO BRINCAR COM DONA BENTA UM DIA....

DONA BENTA FAZENDO GUIZADOS ...
E COZIDOS DE CUIDADOS...
COM NARIZINHO EMPINADO... 
E TEM  MUITO MILHO PLANTADO...

QUE DÁ SABUGO DE MARQUÊS DE SABUGOSA.
E HISTÓRIAS PARA OUVIR E TROCAR PROSA.

  O pica-pau-de-topete-vermelho é uma ave piciforme da família Picidae. Conhecido também como pica-pau-de-garganta-preta.
Seu nome significa: do (grego) kampë = lagarta; e philos, phileö = aquele que gosta, gostar; e do (grego) melanos, melanus, melas = preto, e leukos = branco. ⇒ Ave branca e preta que adora lagartas.

ESTE HÁBITO DE POUSAR DE CABEÇA PARA BAIXO, PODE SER FACILMENTE VISUALIZADO,  POR ESTA ESPÉCIE DE PICA PAU DA FAZENDA MODELO DE PEDRO LEOPOLDO. O MAIOR PICA PAU ATÉ HOJE CATALOGADO POR LÁ.

Apresenta 3 subespécies:
  • Campephilus melanoleucos melanoleucos ( Gmelin, 1788 ).
  • Campephilus melanoleucos cearae ( Cory, 1915).
  • Campephilus melanoleucos malherbii ( Gray, G.R., 18..)
Mede entre 33 a 38 cm.; em torno de 250 g. Cabeça e topete vermelhos, base do bico com uma mancha branca e nódoa alvinegra subauricular. Fêmea com o alto e a parte de trás da cabeça pretos e uma larga faixa branca entre os olhos e a base do bico. Faixa branca em cada lado do pescoço indo até as escapulares. Partes superiores pretas com um “V” branco nas costas. Garganta, pescoço anterior e peito negros uniforme. Barriga branco-pardacentas barradas de preto. Ocorrem indivíduos com mancha esbranquiçada nas primárias.
                       Macho jovem com penas encarnadas no alto da cabeça. 

   Bastante parecido com pica-pau-de-banda-branca(Dryocopus lineatus), por vezes coexistindo lado a lado em um mesmo território.
  Vive aos pares ou em grupos de até 5 indivíduos, arrancando a casca de grandes árvores mortas em busca de larvas de insetos. Também come frutos.
  Faz seu ninho escavando troncos de árvores mortas ou palmeiras, chocando 2 a 3 ovos branco e brilhantes. Defendem seus ocos do assédio constante de araçaris.
 
Vive em bordas de matas mesófilas, matas de araucária, capoeiras, caatingas, matas secas, restingas, plantações, eucaliptais, palmais, matas de galeria, matas de terra firme e de várzea, cidades e zonas rurais. Encontrado aos pares ou em grupos familiares de até 5 indivíduos.
Voz: Como voz uma sequência pouco forte,: “kje-kje-kje…”; baixo “dük-rororo”. Tamborilar fortíssimo e bissilábico, “dó-dododo”, “tr-trtrtr”.
Ocorre do Panamá à Bolívia, Paraguai, Argentina e Brasil. No Brasil encontrado na Amazônia, Região Nordeste, Centro-oeste e para o sul até o Paraná.
  • Ssp. melanoleucos: Leste dos Andes através da Colômbia até Trinadad e Nordeste do Brasil, sul da Bolívia, Paraguai, norte e nordeste da Argentina e Mato Grosso ( Brasil ).
  • Ssp. cearae: Leste e sul do Brasil.
  • Ssp. malherbii: Do Panamá até a Colômbia.

  

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

  • SICK, Helmut, Ornitologia Brasileira. Nova fronteira, Rio de Janeiro, 1997.
  • SIGRIST, T. Avifauna Brasileira: The avis brasilis field guide to the birds of Brazil, 1ª edição, São Paulo: Editora Avis Brasilis, 2009.

domingo, 20 de abril de 2014

PICA-PAU ANÃO DE COLEIRA... AVE de NÚMERO 179 do DOSSIÊ FAZENDA MODELO....


http://www.youtube.com/watch?v=193wRDN553I&list=UU7XVSM639EaLmac5BNdgr-g&index=1&feature=plcp


                           NOME CIENTÍFICO: Picumnus temminckii (Lafresnaye, 1845)





   O pica-pau-anão-de-coleira (Picumnus temminckii) é uma ave piciforme da família Picidae. Também conhecido como pica-pau-anão-de-pescoço-castanho.
  Seu nome significa: do (francês) picumne, piculet = pequeno pica-pau; e Temminckii = homenagem ao ornitólogo alemão - Coenraad Jacob Temminck (1778–1858). ⇒ Pequeno pica-pau de Temminck.

  Na mesma árvore com um ninho de CÔCO do CRISTIANO DE CARVALHO, localizada bem próxima ao portão de acesso ao LANAGRO, junto á pista de caminhada da FAZENDA MODELO em PEDRO LEOPOLDO (MG),  no dia 20 de ABRIL de 2014 (DOMINGO pela manhã de feriado prolongado), estava pousado  o PICA-PAU ANÃO de COLEIRA. Uma ave muito mansinha, tanto  que outros pesquisadores registraram no WIKI AVES, também um comportamento da ave, demonstrando pouquíssimo incômodo com a presença humana por perto. Eu ( Gisnaldo Amorim...) fiz uma aproximação, de pouco mais de um metro de distância da ave. Uma cena emocionante, deparar com uma ave tão acessível aos nossos olhares curiosos  de observadores de aves, com ares de encantamento. 

         O DETALHE DOS LONGOS DEDOS DO PICA-PAU ANÃO  DE COLEIRA, PERMITE QUE A AVE ABRACE TOTALMENTE UM GALHO FINO DE ÁRVORE.

  Mede aproximadamente 9 centímetros. Alguns autores consideram esta ave como subespécie do pica-pau-anão-barrado (Picumnus cirratus) ao qual realmente se assemelha muito, mas o Comitê Brasileiro de Registros Ornitológicos (CBRO), em resolução publicada em 2001, passou a considerá-las como espécies distintas, sendo que o pica-pau-anão-de-coleira se diferencia do pica-pau-anão-barrado por apresentar uma região de coloração ocrácea na face e pescoço e por ter a coloração geral mais castanha, especialmente nas partes superiores. O macho apresenta as manchas da testa vermelhas enquanto na fêmea estas são brancas. O macho imaturo, já próximo da maturidade, apresenta barras das partes inferiores quase definidas e a testa sem manchas brancas.

NA FOTO DO JOÃO ANTÔNIO, PODE SER VISTA A PISTA DE CAMINHADA DA FAZENDA MODELO, BEM PRÓXIMO AO PONTO, ONDE O PICA-PAU ANÃO DE COLEIRA FOI VISUALIZADO.

Seu canto é um trinado muito típico, lembrando um pouco o de alguns grilos.
Seu tamanho reduzido o permite alcançar pequenos ramos que outros pica-paus não alcançariam e é nesses ramos finos que encontra os insetos e larvas dos quais se alimenta.
Reproduz-se em buracos feitos em árvores mortas, não muito longe do solo. A fêmea é encarregada da incubação, enquanto o macho a alimenta. O casal se reveza na alimentação dos filhotes.
Ocorre em qualquer local onde haja árvores, contanto que a mata não seja muito densa. É curioso notar que ao contrário dos outros pica-paus, esta e outras espécies do gênero Picumnus não costumam usar a cauda como apoio enquanto sobem pelos troncos ou martelam a madeira. Suas cauda é fina e não muito dura, por outro lado seus pés são desproporcionalmente grandes e fortes e são eles que suportam o peso da ave.
Enquanto o pica-pau-anão-barrado (Picumnus cirratus) ocorre desde o norte da Amazônia até a Argentina, o pica-pau-anão-de-coleira (Picumnus temminckii), apresenta uma distribuição restrita às regiões Sul e Sudeste do país e países vizinhos. Há, portanto, sobreposição entre as distribuições e pouco se sabe sobre as especificidades ecológicas que separam estas espécies.

  

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:


           ZIGMART....(VÍDEO) ....Fazendo ninho! Avistado em Corupá - SC
O pica-pau-anão-de-coleira (Picumnus temminckii) é uma ave 
piciforme da família Picidae. Também conhecido como pica-pau-anão-de-pescoço-castanho.
Fonte: WikiAves...

quarta-feira, 16 de abril de 2014

MERGULHÃO PEQUENO. AVE de Número 178 do DOSSIÊ FAZENDA MODELO...


           

         http://youtu.be/PIJVs4TBebQ


Dom Beltrão de Furdigongas
Foi até à beira-mar
Viu o céu e viu as ondas
Quis seu banhinho tomar
Viu o céu e viu as ondas
Quis seu banhinho tomar

Pom! Pom! Pom! Pom!
Pom! Pom! Pom! Pom!

Dom Beltrão, Dom Beltrão
Quem houvera de dizer
Feito pato mergulhão
E com tanta gente a ver
Dom Beltrão, Dom Beltrão
Quem houvera de dizer
Feito pato mergulhão
E com tanta gente a ver

Pom! Pom! Pom! Pom!
Pom! Pom! Pom! Pom!

Dom Beltrão homem de engenho
Não esteve com meias medidas
Não tinha fato de banho
Foi de ceroulas vestidas
Não tinha fato de banho
Foi de ceroulas vestidas

Pom! Pom! Pom! Pom!
Pom! Pom! Pom! Pom!

Dom Beltrão, Dom Beltrão
Quem houvera de dizer
Feito pato mergulhão
E com tanta gente a ver
Dom Beltrão, Dom Beltrão
Quem houvera de dizer
Feito pato mergulhão
E com tanta gente a ver

Pom! Pom! Pom! Pom!
Pom! Pom! Pom! Pom!

Dom Beltrão e as ceroulas
Deram muito que falar
Pois ainda há pessoas tolas
Sem mais nada em que pensar
Pois ainda há pessoas tolas
Sem mais nada em que pensar

Pom! Pom! Pom! Pom!
Pom! Pom! Pom! Pom!

Dom Beltrão, Dom Beltrão
Quem houvera de dizer
Feito pato mergulhão
Com tanto papalvo a ver
Dom Beltrão, Dom Beltrão
Quem houvera de dizer
Feito pato mergulhão
Com tanto papalvo a ver

Pom! Pom! Pom! Pom!
Pom! Pom! Pom! Pom!

                             De AUTORIA de  José Barata Moura música copiada de :
                                           http://guerrilheiro.livejournal.com/13315.html


          Nome Científico: 
  • Tachybaptus dominicus brachyrhynchus

  Também conhecido como mergulhão-pompom, o mergulhão-pequeno é uma ave aquática da família Podicipedidae.
Seu nome significa: do (grego) takhus = rápido; baptö = mergulhar, afundar sob; edominicus = dominicano. ⇒ Ave dominicana que mergulha rápido.
Apresenta as seguintes subespécies:
  • Tachybaptus dominicus dominicus
  • Tachybaptus dominicus bangsi
  • Tachybaptus dominicus brachypterus
  • Tachybaptus dominicus brachyrhynchus
  • Tachybaptus dominicus eisenmann...
Características Gerais e Comportamento:

Mede de 21 a 26 cm., pesando de 130 a 180 g. Menor mergulhão do continente. De cor pardo-acinzentado com a garganta preta na época do acasalamento; asas com grande espelho branco que chamam a atenção quando a ave arruma as penas ou voa; olhos amarelo-claros.

Alimenta-se de peixes pequenos, alevinos, girinos e invertebrados diversos. Apanham o alimento geralmente sob a água em mergulhos que podem durar até 15 segundos. Come também algas e outras matérias vegetais.

Na época da reprodução faz um volumoso ninho flutuante, do qual apenas uma parte emerge, sendo todo material molhado, onde põe seus ovos que são pequenos, alongados e brancos, tornando-se manchados ou totalmente pardos pelo contato com detritos vegetais úmidos. Tem um período de incubação de 21 dias.
Vive em qualquer massa d’água, até em poços artificiais bem pequenos, contanto que não estejam cobertos por plantas aquáticas e aterros alagados na beira de estradas. Apesar das asas pequenas, voam entre lagos isolados. Encontrado solitário, aos pares ou em grupos familiares.
Voz: Agudo “tirri”, “kirr-kirr”, gritos guturais que podem lembrar a voz do macaco-prego; violenta sequência monótona que soa como um açoitar ( canto ), podendo ser prolongada. Há duetos do casal. Filhotes barulhentos: “bibibi…”. 
( CLICK NO LINK ABAIXO PARA OUVIR O CANTO, QUE VOCÊ PODERÁ CONFERIR APRECIAR, TAMBÉM FAZENDO CAMINHADA NA FAZENDA MODELO, NESTE MÊS DE ABRIL)...
  Este canto padrão bibibi, foi muito bem ouvido, na FAZENDA MODELO DE PEDRO LEOPOLDO em MINAS GERAIS quando um casal de mergulhões, voava sobre as margens do RIBEIRÃO DAS NEVES, numa altura de quase 100 metros, próximo ao PARQUE DE EXPOSIÇÕES ASSIS CHATEUBRIANT no dia 16 de ABRIL de 2014. Outra visualização foi obtida ontem pela manhã, ( 15 de Abril de 2014) , mais próximo aos bambuzais, na orla da pista de caminhada, do lado da estrada, que segue para SANTO ANTÔNIO DA BARRA,  um pouco adiante do portão de entrada da DA FAZENDA MODELO da ESCOLA DE VETERINÁRIA DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS. A variedade ou raça geográfica visualizada  pertence à subespécie da AMÉRICA DO SUL :
  • Tachybaptus dominicus brachyrhynchus
Encontrado do sul dos Estados Unidos ao norte da Argentina. Todo o Brasil.
Distribuição por subespécie:
  • Tachybaptus dominicus dominicus: Ilhas do Caribe.
  • Tachybaptus dominicus bangsi: Sul da Califórnia.
  • Tachybaptus dominicus brachypterus: Estados Unidos ao Panamá.
  • Tachybaptus dominicus brachyrhynchus: América do Sul.
  • Tachybaptus dominicus eisenmanni: Equador.
Status de conservação IUCN: LC ( Pouco Preocupante ).

  

REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

  • Ornitologia Brasileira - Helmut Sick.
  • SIGRIST, T. Aves do Brasil: Uma Visão Artística, São Paulo: Editora Avis Brasilis, 2004.
  • Omar Ramos Borges.

domingo, 6 de abril de 2014

GAVIÃO PATO...AVE DE NÚMERO 177 do DOSSIÊ FAZENDA MODELO....



                         NOME CIENTÍFICO: Spizaetus melanoleucus (Vieillot, 1816)
  O gavião-pato é uma ave accipitriforme da família Accipitridae.
  Seu nome significa: do (grego) spizas = falcão; e aetos = águia; e do (grego) melas = preto; e leukos = branco; melanoleucos = preto e branco. ⇒ Falcão águia preto e branco.
  ESTE LINDO GAVIÃO PATO ou GAVIÃO DE PENACHO, como o Sr JOSÉ JORGE o chamou ( 99 anos de idade e praticante de caminhadas diárias nas manhãs na pista de caminhada da FAZENDA MODELO em PEDRO LEOPOLDO), estava pousado no alto de um poste da rede elétrica, próximo ao portão de acesso ao LANAGRO, neste sábado, dia 5 de abril de 2014. Foi visualizado diretamente e através de binóculo, contando com a ajuda de do Sr JOSÉ JORGE.
  Mede de 51 a 61 cm, com envergadura de até 117 cm, pesa entre 700g a 800g. Apresenta plumagem branca na cabeça, nuca, região superior do dorso e as asas são cinza escuros, quase negros. No alto da cabeça há um diminuto topete preto em forma de coroa e esta espécie apresenta ainda uma máscara preta que contrasta e destaca a íris amarela, enquanto os tarsos são completamente emplumados (Sick, 1997).

 GAVIÃO DE PENACHO PREDANDO OUTRA AVE ESCURA. ESTE COMPORTAMENTO É UMA PREDAÇÃO TÍPICO DAS AVES QUE FAZEM RAPINAGEM.

  Captura principalmente aves: tucanos, papagaios, periquitos e urus Também se alimenta de répteis, anfíbios e mamíferos pequenos.
  Constrói o ninho na alto das árvores de grande emergentes podendo atingir 1 metro de diâmetro. Os filhotes obtém a plumagem de adulto ao término da primeira muda com um ano de idade (Howell & Webb, 1995). Assim como os outros rapinantes semelhantes os jovens desta espécie são dependentes dos adultos até um mínimo de um ano de idade, não se afastando do ninho durante esse período.

Esta espécie é encontrada nas bordas de florestas conservadas e com pouca alteração causada pelo homem, e também em matas de galeria e no cerrado. O gavião-pato é encontrado durante o dia e geralmente sozinho ou em pares. Costuma voar muito alto, tendo assim uma visão perfeita do solo. Quando das alturas localiza sua presa, mergulha em um vôo certeiro sobre ela.

                        O GAVIÃO PATO VISTO DE BAIXO EM PLENO VÔO...

  Ocorre na região neotropical, tem uma ampla, embora descontinua, distribuição, ocorrendo desde o México à Argentina, é considerado escasso na maioria dos locais de ocorrência (Ferguson-Lees & Christie, 2001). De acordo com a Birdlife International (2009) das três espécies brasileiras do gênero Spizaetus, O gavião-pato tem a mais reduzida área de distribuição e é considerado o mais raro.Porém, tem sido mais registrado que o gavião de penacho Spizaetus ornatus. No Brasil, também possui ocorrência esparsa, ocorre no estados do Amazonas, Pará, Mato Grosso, Goiás, Rio de Janeiro,Minas Gerais, Espirito Santo, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul (Sick, 1997; Mikich & Bérnils, 2004).

  

                                                        REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

  • Canuto, Marcus 2008. First description of the nest of the Black-and-white Hawk Eagle (Spizaetus melanoleucus) in the Brazilian Atlantic rainforest, southeastern Brazil. Ornitología Neotropical, 19:607-610. S.O.S. Falconiformes

sábado, 5 de abril de 2014

CURICACA. AVE DE NÚMERO 176 do DOSSIÊ FAZENDA MODELO...


 A curicaca é uma ave da ordem dos Pelecaniformes da família Threskiornithidae. Seu nome popular é onomatopaico, semelhante ao som do seu canto, composto de gritos fortes. Conhecida também como despertador (Pantanal), carucaca, curicaca-comum, curicaca-branca e curicaca-de-pescoço-branco.

                                   NOME CIENTÍFICO: Theristicus caudatus hyperorius (Todd, 1948).

   UM LINDO CASAL DE CURICACAS FOI VISUALIZADO HOJE, SÁBADO, QUASE NO CREPÚSCULO  DO LINDÍSSIMO  ENTARDECER, DESTE DIA 05 DE ABRIL DE 2014. ELAS SOBREVOAVAM MEIO ESPANTADAS O PARQUE DE EXPOSIÇÕES ASSIS CHATEUBRIANT, HOJE COM MUITOS RUÍDOS PELA MONTAGEM DE UMA MEGA-ARQUIBANCADA. COMO O  CANTO DO CURICACA É AGÔNICO, ELAS PARECIAM EXIBIR UM FORTE LAMENTO MELANCÓLICO, PELA OCUPAÇÃO DE SEUS ESPAÇOS.

   Seu nome significa: do (grego) theristikos, theistron = ferramenta para colher, ceifar, foice; e do (latim) caudatus = referente a cauda. ⇒ ave com bico em forma de foice.
Distinguível pela coloração clara, asas largas e bico longo e curvo. Apresenta o dorso cinzento-claro, com brilho esverdeado, rêmiges e retrizes pretas; parte das coberteiras superiores das asas é esbranquiçada, formando uma mancha clara no lado superior da asa, visível durante o voo. O macho costuma ser um pouco maior que a fêmea, atingindo 69 cm de comprimento e cerca de 143 cm de envergadura.

O LINDO VÔO DO CURICACA, EXIBINDO O LINDO DETALHE DE SUAS CORES E O BICO CURVO BEM CARACTERÍSTICO...


  • Theristicus caudatus caudatus (Boddaert, 1783): Oeste da Colômbia, Venezuela, Guianas, norte do Brasil até o estado de Mato Grosso;
  • Theristicus caudatus hyperorius (Todd, 1948): Oeste da Bolívia, sudoeste do Brasil, Paraguai e Uruguai .
Alimenta-se durante o dia e também ao pôr-do-sol. Tem alimentação variada, composta de insetos e larvas, centopeias, pequenos lagartos, ratos, caramujos, insetos, aranhas e outros invertebrados, anfíbios e pequenas cobras, e até mesmo avesmenores. Seu bico, longo e curvo, é adaptado para extrair larvas de besouros e outros insetos da terra fofa. É um dos poucos predadores que não se incomodam com as toxinas liberadas pelo sapo (Bufo granulosus), por isso este anfíbio pode fazer parte de sua dieta.
Costuma pôr de dois a quatro ovos, em ninhos de gravetos nas árvores ou mesmo grandes rochas nos campos. Os ninhos formam colônias numerosas durante o período de reprodução. Habita campos secos e alagados e pastagens.
Vive geralmente em bandos pequenos ou solitária, procurando alimento em campos de gramíneas ou em alagados. É diurna e crepuscular. Anda em pequenos grupos, que à noite se empoleiram nas árvores. Gosta de planar a grandes alturas.

Presente em grande parte do Brasil onde haja vegetação aberta e lagoas, campos em solos pantanosos ou periodicamente alagados, como na Ilha de Marajó (Pará), Pantanal e Ceará. Encontrada também no Paraguai, norte de Argentina, norte de Uruguai e parte da Bolívia. No sul de América do Sul é presente outra sp. que não ocorre no Brasil. T. melanopis ocorre no sul da Argentina e Chile.

 

                                                                  REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

segunda-feira, 31 de março de 2014

""A FALTA DE CHUVAS NAS CIDADES COM AR POLUÍDO""...


                            Fotografia de domínio público, extraída do perfil do Movimento KDE PL.


               http://repositorio-aberto.up.pt/bitstream/10216/13281/2/impactepoluicao000070788.pdf

 Estive lendo e estudando com atenção o acurado estudo da pesquisadora ANA MONTEIRO da UNIVERSIDADE do PORTO de PORTUGAL, que já tem mais de 10 anos, mas que me chamou atenção e me trouxe um misto de fúria e preocupação, considerando a falta de chuvas na cidade de PEDRO LEOPOLDO, localizada a 45 KILÔMETROS de Belo Horizonte em Minas Gerais.

  A pesquisadora, por mais de 10 anos, coletou dados atmosféricos de poluição do ar dos fins de semana e comparou com dias comerciais, mais distantes de sábado e domingo. A GEÓGRAFA ANA MONTEIRO encontrou evidências de que em fins de semana chovia-se muito mais do que em dias mais distantes de sábado e domingo.

  O curioso disto é que, através dos dados de poluição do ar, com amostras coletadas em fins de semana, encontraram-se evidências muito prováveis, de que o ar poluído de meios de semana, inibia o fenômeno de precipitação atmosférica. Já nos fins de semana, quando o fluxo de automóveis e a quantidade de poeira e gases poluentes emitidos pelas indústrias na cidade do PORTO era menor, sempre o volume de chuvas aumentava, muito significativamente.

  A explicação dada para uma maior concentração de chuvas em dias de sábado e domingo, foi de que, como o fenômeno de precipitação da água de chuva fica mais dificultado e chovia menos, pela  presença de compostos gasosos no ar, em fins de semana a chuva se precipitaria muito mais.   A própria população da cidade do PORTO, estava meio indignada, pela intensidade e volume de chuvas muito maior nos dias associados ao lazer, ou seja,  em sábados e domingos chovia muito mais do que nos dias de trabalho.

  ""Será que teríamos algo semelhante acontecendo na cidade de PEDRO LEOPOLDO e entorno do VETOR NORTE...""

   Estamos com um ar muito radicalmente poluído, como atestado pelo estudo feito nas cimenteiras da cidade do VETOR NORTE em 2010 ( Milanez, Fernandes e Porto-2010)., através da FIO CRUZ.


    Foto copiada do perfil do ENGENHEIRO CIVIL, Juliano Fagundes, de Pedro Leopoldo, presidente da ASEP de PL, uma associação de engenheiros da cidade.

  Veja link abaixo e acesse a pesquisa completa feita em meados de 2008 e 2009 nas cidades de PEDRO LEOPOLDO, VESPASIANO E MATOZINHOS.

            http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1413-81232009000600021&script=sci_arttext

  As conclusões foram muito catastróficas, com altas doses de substâncias cancerígenas encontradas e expelidas no ar atmosférico pelas cimenteiras. Como as medidas da qualidade do ar foram feitas há mais de 5 anos atrás, suponho que, atualmente em 2014, tenhamos um índice de poluentes muito maior, devido ao alto número de veículos que entraram em circulação na cidade PEDRO LEOPOLDO nos anos de  2010 a 2014.

  O ambientalista PAULO NETO de PEDRO LEOPOLDO atestou que em 2014, por números obtidos na DELEGACIA DA POLÍCIA CIVIL DE PEDRO LEOPOLDO, cerca de mais de 150 automóveis entram em circulação a cada mês. Ou seja, em um ano, temos cerca de mais de 1500 automóveis a mais circulando pelas ruas e jogando mais poluente de chumbo, decorrente da queima de uma das piores gasolinas do mundo, que ainda utiliza chumbo para correção e melhoria do desempenho (OCTANAGEM)...

  Somente para termos uma ideia deste número de 1500 carros na cidade a mais a cada ano que se passa., vamos fazer uma analogia grosseira. Considerando a medida de  um carro com 3 metros de comprimento, jogando por baixo, poderíamos fazer uma fila de automóveis que iria de Dr Lund a PEDRO LEOPOLDO, somente com o número de carros que entram no trânsito por ano aqui em PL.

                                          Fotografia de domínio público...

  MUITO OU POUCO....Ou seja, além da poluição atmosférica infernal que temos na cidade, incontestavelmente atestada por pesquisadores do INSTITUTO FIO CRUZ do Rio de Janeiro, soma-se agora, uma taxa de poluentes exalados pelos canos de descarga de muito mais  automóveis do que em 2008( ANO DA ÚLTIMA MEDIÇÃO PUBLICADA PUBLICAMENTE NO BRASIL, VIA SCIELO) quando tínhamos menos carros circulando nas ruas.

   O FENÔMENO DA PRECIPITAÇÃO DA ÁGUA DE CHUVAS:

   O vapor de água que confere taxas de aumento da umidade do ar atmosférico, para se condensar e cair como gota de chuva, precisa, dentre outras coisas, que haja aumento do volume das gotas de água por ADENSAMENTO, provocando uma espécie de explosão da gotícula de água, fazendo com que, muitas gotas d'água associadas e paralelamente, sofrendo a mesma expansão de volume, venham a se PRECIPITAR como chuva.

  O fenômeno natural do ADENSAMENTO DAS GOTÍCULAS DE ÁGUA, explica então a precipitação da chuva, também associado ao encontro de massas de ar quente com massas de ar frio e úmido.

  ENTRETANTO, cogito de que, a falta radical de chuvas na cidade PEDRO LEOPOLDO, está sendo paulatinamente intensificada, pelo alto índice de poluição atmosférica, pois os gases dos automóveis, e os gases de veneno das fábricas, intensificados pela onda de calor infernal (EFEITO ESTUFA) por aqui na região do VETOR NORTE, prejudicam o fenômeno do ADENSAMENTO e as chuvas diminuíram radicalmente na região.

                                     FOTOGRAFIA DE DOMÍNIO PÚBLICO...

  Fiquei impressionado, com um fato interessante, porém preocupante, se tiver mesmo muito fundamento em termos de fato científico. No domingo passado ( 30 de março de 2014), eu voltava de carro de BRASÍLIA. O interessante, foi que, enfrentei chuva torrencial desde CRISTALINA em GOIÁS, localizada há cerca de 600 Kilômetros de distância de Pedro Leopoldo. Ou seja, ao longo da RODOVIA BR 040, num trecho de quase 600 KM, chovia e chovia. De repente, entrei em MATOZINHOS, não havia se quer sinal de  respingos de chuvas. Quando cheguei em Pedro Leopoldo, fui ver se precisaria molhar minha horta, percebi a terra muito seca, sem nenhum sinal de ter chovido no DOMINGO.

  MEU DEUS, 600 KILÔMETROS RODANDO COM CHUVA TORRENCIAL E POR AQUI, NO VETOR NORTE, SECO FEITO AGRESTE NORDESTINO...

  Fiquei BOQUIABERTO e fiz esta revisão bibliográfica, para escrever este texto a título de hipótese.

  Pr Dr Gisnaldo Amorim Pinto...







sábado, 22 de março de 2014

CURICA. AVE DE NÚMERO 175 do DOSSIÊ FAZENDA MODELO...


NOME CIENTÍFICO: Amazona amazonica (Linnaeus, 1766).

  O PAPAGAIO CURICA foi visualizado no dia de sábado em 22 de março de 2014, bem na montanha vermelha, bem em frente ao  EX-PARQUE DE EXPOSIÇÕES  ASSIS CHATEUBRIANT, hoje, infelizmente, um palanque de megaeventos de massa, atraindo milhares de pessoas, para um local bem junto do refúgio de PSITACÍDEOS.

   Estas aves  fazem seus abrigos à noite nos buracos no paredão da montanha vermelha. Estas aves, costumam desaparecer por muitos meses, após os eventos festivos, que produzem ruídos muito acima dos 70 decibéis, previstos em lei, para uma área urbana. Em se tratando de área protegida como característica de refúgio reprodutivo, (APDA), então, o nível exagerado de ruídos, incorreria em outra ilegalidade. Pelo menos isolamento acústico teria que ser exigido pelos órgãos municipais de meio ambiente e ministério público, pois algumas casas noturnas na cidade tem sido, corretamente acionadas, com exigências, corretíssimas e legais, de isolamento dos volumes de sons emitidos por estas casas noturnas. Ou a lei é para todos ou para ninguém.




  A curica é uma ave psittaciforme da família Psittacidae. Conhecida também como papagaio-do-mangue, aiuru-curuca, kuritzaká (nome indígena - Mato Grosso), curau (Mato Grosso), papagaio-grego, aiurucatinga, ajurucatinga, ajurucurau, ajurucuruca, curuca, encontros-verdes e papagaio-poaieiro.
Seu nome significa: do (francês) amazona = nome dado a várias espécies de papagaios tropicais; relativo ao Rio Amazonas, relativo a Floresta Amazônica; e de amazonica = referente ou originário da floresta amazônica na América do Sul. ⇒ Papagaio Amazônico. ou papagaio da floresta Amazônica.
É conhecido como papagaio-do-mangue na costa, por habitar essa formação. Provavelmente, esse foi a espécie de papagaio primeiro observada pelos portugueses ao chegarem na costa brasileira, sendo muito freqüente nas aldeias indígenas para uso de suas penas na arte plumária.
Não está classificada em nenhuma categoria de ameaça a nível global, embora seja a segunda mais perseguida pelo tráfico, do seu gênero.
De porte um pouco menor ao do papagaio-verdadeiro. Como características mais marcantes para separar as duas espécies, possui o espelho e a marca da cauda de cor laranja, ao invés de vermelho. O bico é amarelado na base, com o restante cinza escuro. Menos cabeçudo em proporção ao corpo, o adulto possui o alto da cabeça, parte da cara e a garganta amarelas. Na frente dos olhos e na testa passa uma faixa azul claro. Possui um comprimento de 31 a 34 cm e não apresenta dimorfismo sexual.
Possui uma série de vocalizações. Elas são mais assobiadas e suaves, algumas parecidas com as da maitaca (razão do nome trombeteiro). O casal em voo mantém contato através de gritos mais longos e elaborados do que aquele. No período reprodutivo, pousa em galhos altos e começa a improvisar uma série de gritos e assobios.
Alimenta-se de sementes, frutos e flores. É bastante atraído pelos frutos do pombeiro (Combretum lanceolatum).
Se reproduz geralmente no segundo semestre do ano e faz ninhos em cavidades, aproveitando ocos de árvores, paredões rochosos e cupinzeiros. É uma espécie monogâmica (o casal permanece unido por toda vida). Põem 3 ovos que eclodem após 29 dias de incubação. Entretanto, em outros estudos já foi observado ninhos com 4 ovos. Vive de 50 a 60 anos. Geralmente, um filhote sai do ninho depois de 2 meses de nascido, chocado pela fêmea. Ao que parece se reproduz no final da temporada de seca.

Comum em florestas de galeria, várzeas, alagados com árvores e manguezais. Costuma pernoitar e se reproduzir em ilhas cobertas de mata. Vive em bandos de até 8 indivíduos, reunindo-se às centenas para pernoitar, quando fazem bastante barulho. Na região sudeste onde existem diversas observações observa-se que bandos dormem em plantações de eucaliptos onde se camuflam entre as copas de forma a evitar predação de gaviões e falcões.
Distribui-se amplamente na América do Sul, principalmente no leste dos Andes, da Colômbia até o sudeste do Brasil. Ocorre também ao longo do leste e sul da Colômbia, leste do Equador, leste do Peru e Bolívia. É encontrado por toda a Venezuela, exceto em Zulia e Mérida, e é difundido nas Guianas, Suriname e em Trinidad e Tobago. No Brasil a espécie é encontrada na Bacia Amazônica, Amazonas, Mato Grosso (sendo ausente no sudoeste do pantanal), Pará, Goiás, Maranhão, Piauí, Bahia, Espírito Santo, norte do Rio de Janeiro, noroeste e norte de São Paulo e norte do Paraná.

 

  REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

  • Mahecha, José Vicente Rodríguez; Suárez, Franklin Rojas; Arzuza, Diana Esther; Hernández, Andrés Gonzáles. Loros, Pericos & Guacamayas Neotropicales. Panamericana Formas e Impresos S.A., Bogota D.C., 2005, Pág. 145.
  • Guedes, N. M. R. (1993). Biologia reprodutiva de arara-azul (Anodorhynchus hyacinthinus) no Pantanal-MS, Brasil. Dissertação de Mestrado, Universidade de São Paulo, Piracicaba.
  • Guedes, N. M. R. & Seixas, G. H. F. (2002). Métodos para estudos de reprodução de Psitacídeos. In: M. Galetti & M. A. Pizzo. (eds). Ecologia e conservação de psitacídeos no Brasil (pp. 123-139). Belo Horizonte: Melopsittacus Publicações Científicas.
  • Sick, H. (1997). Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, p. 113-360.
  • Juniper, T. & Parr, M. (1998). Parrots: A guide to the parrots of the world. Londres: Pica Press. p. 545.
  • Moura, L. N. Comportamento do Papagaio-do-mangue Amazona amazonica: gregarismo, ciclos nictemerais e comunicação sonora. Dissertação. Universidade Fereral do Pará, Belém. 2007.
  • Sibley, C. G. & Monroe Jr, B. L. (1990). Distribution and taxonomy of birds of the world. Yale: Yale University Press, p. 132.