sábado, 22 de março de 2014

CURICA. AVE DE NÚMERO 175 do DOSSIÊ FAZENDA MODELO...


NOME CIENTÍFICO: Amazona amazonica (Linnaeus, 1766).

  O PAPAGAIO CURICA foi visualizado no dia de sábado em 22 de março de 2014, bem na montanha vermelha, bem em frente ao  EX-PARQUE DE EXPOSIÇÕES  ASSIS CHATEUBRIANT, hoje, infelizmente, um palanque de megaeventos de massa, atraindo milhares de pessoas, para um local bem junto do refúgio de PSITACÍDEOS.

   Estas aves  fazem seus abrigos à noite nos buracos no paredão da montanha vermelha. Estas aves, costumam desaparecer por muitos meses, após os eventos festivos, que produzem ruídos muito acima dos 70 decibéis, previstos em lei, para uma área urbana. Em se tratando de área protegida como característica de refúgio reprodutivo, (APDA), então, o nível exagerado de ruídos, incorreria em outra ilegalidade. Pelo menos isolamento acústico teria que ser exigido pelos órgãos municipais de meio ambiente e ministério público, pois algumas casas noturnas na cidade tem sido, corretamente acionadas, com exigências, corretíssimas e legais, de isolamento dos volumes de sons emitidos por estas casas noturnas. Ou a lei é para todos ou para ninguém.




  A curica é uma ave psittaciforme da família Psittacidae. Conhecida também como papagaio-do-mangue, aiuru-curuca, kuritzaká (nome indígena - Mato Grosso), curau (Mato Grosso), papagaio-grego, aiurucatinga, ajurucatinga, ajurucurau, ajurucuruca, curuca, encontros-verdes e papagaio-poaieiro.
Seu nome significa: do (francês) amazona = nome dado a várias espécies de papagaios tropicais; relativo ao Rio Amazonas, relativo a Floresta Amazônica; e de amazonica = referente ou originário da floresta amazônica na América do Sul. ⇒ Papagaio Amazônico. ou papagaio da floresta Amazônica.
É conhecido como papagaio-do-mangue na costa, por habitar essa formação. Provavelmente, esse foi a espécie de papagaio primeiro observada pelos portugueses ao chegarem na costa brasileira, sendo muito freqüente nas aldeias indígenas para uso de suas penas na arte plumária.
Não está classificada em nenhuma categoria de ameaça a nível global, embora seja a segunda mais perseguida pelo tráfico, do seu gênero.
De porte um pouco menor ao do papagaio-verdadeiro. Como características mais marcantes para separar as duas espécies, possui o espelho e a marca da cauda de cor laranja, ao invés de vermelho. O bico é amarelado na base, com o restante cinza escuro. Menos cabeçudo em proporção ao corpo, o adulto possui o alto da cabeça, parte da cara e a garganta amarelas. Na frente dos olhos e na testa passa uma faixa azul claro. Possui um comprimento de 31 a 34 cm e não apresenta dimorfismo sexual.
Possui uma série de vocalizações. Elas são mais assobiadas e suaves, algumas parecidas com as da maitaca (razão do nome trombeteiro). O casal em voo mantém contato através de gritos mais longos e elaborados do que aquele. No período reprodutivo, pousa em galhos altos e começa a improvisar uma série de gritos e assobios.
Alimenta-se de sementes, frutos e flores. É bastante atraído pelos frutos do pombeiro (Combretum lanceolatum).
Se reproduz geralmente no segundo semestre do ano e faz ninhos em cavidades, aproveitando ocos de árvores, paredões rochosos e cupinzeiros. É uma espécie monogâmica (o casal permanece unido por toda vida). Põem 3 ovos que eclodem após 29 dias de incubação. Entretanto, em outros estudos já foi observado ninhos com 4 ovos. Vive de 50 a 60 anos. Geralmente, um filhote sai do ninho depois de 2 meses de nascido, chocado pela fêmea. Ao que parece se reproduz no final da temporada de seca.

Comum em florestas de galeria, várzeas, alagados com árvores e manguezais. Costuma pernoitar e se reproduzir em ilhas cobertas de mata. Vive em bandos de até 8 indivíduos, reunindo-se às centenas para pernoitar, quando fazem bastante barulho. Na região sudeste onde existem diversas observações observa-se que bandos dormem em plantações de eucaliptos onde se camuflam entre as copas de forma a evitar predação de gaviões e falcões.
Distribui-se amplamente na América do Sul, principalmente no leste dos Andes, da Colômbia até o sudeste do Brasil. Ocorre também ao longo do leste e sul da Colômbia, leste do Equador, leste do Peru e Bolívia. É encontrado por toda a Venezuela, exceto em Zulia e Mérida, e é difundido nas Guianas, Suriname e em Trinidad e Tobago. No Brasil a espécie é encontrada na Bacia Amazônica, Amazonas, Mato Grosso (sendo ausente no sudoeste do pantanal), Pará, Goiás, Maranhão, Piauí, Bahia, Espírito Santo, norte do Rio de Janeiro, noroeste e norte de São Paulo e norte do Paraná.

 

  REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

  • Mahecha, José Vicente Rodríguez; Suárez, Franklin Rojas; Arzuza, Diana Esther; Hernández, Andrés Gonzáles. Loros, Pericos & Guacamayas Neotropicales. Panamericana Formas e Impresos S.A., Bogota D.C., 2005, Pág. 145.
  • Guedes, N. M. R. (1993). Biologia reprodutiva de arara-azul (Anodorhynchus hyacinthinus) no Pantanal-MS, Brasil. Dissertação de Mestrado, Universidade de São Paulo, Piracicaba.
  • Guedes, N. M. R. & Seixas, G. H. F. (2002). Métodos para estudos de reprodução de Psitacídeos. In: M. Galetti & M. A. Pizzo. (eds). Ecologia e conservação de psitacídeos no Brasil (pp. 123-139). Belo Horizonte: Melopsittacus Publicações Científicas.
  • Sick, H. (1997). Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, p. 113-360.
  • Juniper, T. & Parr, M. (1998). Parrots: A guide to the parrots of the world. Londres: Pica Press. p. 545.
  • Moura, L. N. Comportamento do Papagaio-do-mangue Amazona amazonica: gregarismo, ciclos nictemerais e comunicação sonora. Dissertação. Universidade Fereral do Pará, Belém. 2007.
  • Sibley, C. G. & Monroe Jr, B. L. (1990). Distribution and taxonomy of birds of the world. Yale: Yale University Press, p. 132.

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

GARÇA MOURA..AVE DE NÚMERO 49 do DOSSIÊ FAZENDA MODELO...



                                                                 FOTOGRAFIA DE TONINHO LIMA...

Nome científico: Ardea cocoi

   A garça-moura é uma ave pelecaniforme da família Ardeidae. Conhecido também como maguari, socó-de-penacho, baguari(Pantanal), mauari (Amazônia), garça-parda (Rio Grande do Sul), socó-grande e joão-grande.
Seu nome significa: do (latim) ardea = garça; e do (tupi) cocoi = nome ameríndio para esta garça. ⇒ Garça cocoi.
    Esta GARÇA é migratória e foi visualizada pousada nas águas do RIBEIRÃO DAS NEVES à procura de peixes. As AVES migratórias, como utilizam nossas florestas e rios como refúgios temporários é de difícil visualização. O ponto em que foi vista, foi exatamente, da primeira ponte sobre a avenida RÔMULO JOVIANO, onde costumam ficar pescadores todas as tardes tentando pescar os bagres, piabas e é um bom ponto para a pesca das famosas iscas para pesca do dourado: O PEIXE ESPADA DE ÁGUA DOCE, TAMBÉM CONHECIDO POPULARMENTE COMO: SARAPÓ.  

                                       FOTO DO SARAPÓ(Gminotus carapo)...


  A maior das garças do Brasil, com envergadura de 1,80 m. Vive solitária fora do período reprodutivo, quando reúne-se nos ninhais; no entanto, mesmo nesse período, a maioria mantém-se isolada durante deslocamentos para alimentação. Seus voos, além de solitários, são em linha reta, com lentas batidas ritmadas de asas, muito características. Sua voz é um fortíssimo “rrab (rrab rrab)”, baixo e profundo.
A plumagem de reprodução é muito semelhante à do restante do ano, distinguindo-se pelo pequeno tufo de penas brancas na base do pescoço, o maior contraste do branco do pescoço com o dorso acinzentado e os lados escuros do ventre. A listra negra da parte inferior do pescoço destaca-se mais nesse período, bem como o negro do alto da cabeça. Ao redor dos olhos aumenta a coloração azulada e o bico fica mais amarelo. Quando saem do ninhal, as aves juvenis possuem a mesma coloração geral dos adultos, embora com menor contraste e sem a listra negra do pescoço ou os lados negros do ventre.

  Costuma ficar pousada nas margens dos rios e riachos, em meio à vegetação, pescando peixes, sapos, rãs, pererecas, caranguejos, moluscos e pequenos répteis.

                                                                 FOTOGRAFIA DE TONINHO LIMA...


Captura presas de lugares mais fundos, os quais outras garças não conseguem alcançar.

  Longo período de nidificação (janeiro a outubro), desde o meio da estação de cheia até a baixa das águas. Ocupa os grandes ninhais coletivos. Seus ninhos, geralmente estão na parte superior e externa das árvores mais altas. Ali nascem 3 ou 4 filhotes por ninhada, a qual é chocada e cuidada pelo casal.

  Habita beiras de lagos de água doce, rios, estuários, manguezais e alagados. Normalmente é solitário e desconfiado, exceto no período reprodutivo.

                                                                 FOTOGRAFIA DE TONINHO LIMA.


  Maior representante da família no Brasil, está presente em todo o País, podendo ser encontrado também do Panamá ao Chile e Argentina, e nas Ilhas Malvinas.

Referências bibliográficas:

SESC - Guia de Aves do Pantanal - disponível emhttp://www.avespantanal.com.br/paginas/8.htm Acesso em 04 mai. 2009.
Brasil 500 Pássaros - disponível emhttp://webserver.eln.gov.br/Pass500/BIRDS/1eye.htm Acesso em 04 mai. 2009.
FUDEVAP - disponível emhttp://www.fundevap.org.br/Downloads/Ornitologia/Ardea-cocoi_Gar%E7a-moura.pdf Acesso em 04 mai. 2009.

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

SARACURA DO BANHADO. AVE de NÚMERO 174 do DOSSIE FAZENDA MODELO...

Nome Científico: Pardirallus sanguinolentus


   A saracura-do-banhado é uma ave gruiforme da família Rallidae.
   ESTA AVE FOI VISUALIZADA DENTRO DE UM PÂNTANO FORMADO PELA ÁGUA DAS ÚLTIMAS CHUVAS, QUE SE ACUMULARAM NO SOLO ENCHARCADO E ARGILOSO E COM POUCA OU QUASE NENHUMA PENETRAÇÃO DA ÁGUA NOS ESPAÇOS DE ROCHAS ARGILOSAS. UM SOLO COM POUQUÍSSIMA LIXIVIAÇÃO.

  FOTO DE TONINHO LIMA DO LOCAL ONDE FOI VISUALIZADA ESTA LINDA SARACURA DO BANHADO... 

Mede 32 centímetros. Muito semelhante a saracura-sanã (Pardirallus nigricans), mas com a base da maxila superior azulada e a base da mandíbula vermelha. Tem as pernas castanho-avermelhadas ou marrons.
ESPÉCIE SEM DIMORFISMO SEXUAL

Alimenta-se de insetos e outros invertebrados, mas também vegetação.
Nidifica sobre o capim, taboas ou sobre a vegetação à beira d'água. Choca de 4 a 6 ovos cor de campo bege, com pintas e ocelos castanhos.
Habita brejos e banhados extensos. Oculta-se de dia nos brejos e sai ao anoitecer para áreas abertas e campos de cultivo a fim de capturar minhocas, insetos e grãos. Canta tanto de dia como de noite, responde prontamente ao playback do canção.
São localmente migratórias, ocorrendo nos estados do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Sergipe.
Pode ser encontrada nos seguintes países: Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Equador, Ilhas Malvinas, Paraguai, Peru, Ilhas Geórgia do Sul e Sandwich do Sul e Uruguai.

  

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
  •  SIGRIST, T. Avifauna Brasileira: The avis brasilis field guide to the birds of Brazil, 1ª edição, São Paulo: Editora Avis Brasilis, 2009.

sábado, 18 de janeiro de 2014

TIÊTINGA...AVE ESPETÁCULO de NÚMERO 173 do DOSSIÊ FAZENDA MODELO...

                                      NOME CIENTÍFICO: Cissopis leveriana

                                       http://youtu.be/36mwvajwslk CANTO DO TIÊ TINGA... 

                                         O ELEGANTE CANTOR: 
             http://youtu.be/1mcRlfpe9kM   MÚSICA CANTADA SOBRE O TIÊ TINGA...CANTO CORAL...

                                   PENAS DO TIÊ...Pena branca e Xavantinho.....


Vocês já viram lá na mata a cantoria
Da passarada quando vai anoitecer
E já ouviram o canto triste da araponga
Anunciando que na terra vai chover
Já experimentaram guabiroba bem madura
Já viram as tardes quando vai anoitecer
E já sentiram das planícies orvalhadas
O cheiro doce da frutinha muçambê
Pois meu amor tem um pouquinho disso tudo
E tem na boca a cor das penas do tié
Quando ele canta os passarinhos ficam mudos
Sabe quem é o meu amor, ele é você
Você, você, você...

  
     Fiquei emocionado com o lindíssimo pássaro que registro aqui no CATÁLOGO DE AVES DA FAZENDA MODELO DE PEDRO LEOPOLDO. Foi visualizado no SÁBADO, dia 18 de JANEIRO de 2014 às 7 horas da manhã de um dia que amanheceu nublado. A AVE estava pousada inquieta, saltitante, numa árvore, na borda da mata da pista de caminhada da FAZENDA MODELO, bem próxima dos aparelhos de ginástica. O TIÊ estava exibindo um canto muito insólito e estranho para mim, que ouvia e contemplava a beleza das cores desta linda ave.  
   O tiêtinga é uma ave passeriforme da família Thraupidae. Conhecida também como pega (Pernambuco), pintassilgo-do-mato-virgem, pipira (Mato Grosso), probexim, sabiá-tinga e sanhaço-tinga (São Paulo)...
   Mede cerca de 29 centímetros de comprimento e pesa 76 gramas (macho) e 67,5 gramas (fêmea).
  Alimenta-se basicamente de frutos e alguns insetos, aprecia especialmente bananas e goiabas.
   Tem em média 2 ninhadas por estação com 3 ovos cada uma.
   É comum em bordas de florestas, capoeiras arbustivas com árvores esparsas e florestas de galeria, no estrato médio ou na copa. Vive aos pares ou em pequenos bandos bastante barulhentos, pousando com freqüência no alto de árvores em áreas abertas. Raramente junta-se a bandos mistos.

   Presente na Amazônia brasileira principalmente ao sul do rio Amazonas, desde o extremo oeste até o Maranhão, e de Pernambuco ao Rio Grande do Sul. Encontrado também no Paraguai, Argentina e nos demais países amazônicos - Guianas, Venezuela, Colômbia, Equador, Peru e Bolívia.

  


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:


  • IBAMA. IN01-03. 24 jan. 2003. p 5.

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

MÃE DA LUA...URUTÁU ESTÁ DE VOLTA...AVE NÚMERO 62...

   
                    NOME CIENTÍFICO: Nyctibius griseus (Gmelin, 1789)...
     Conhecido também como urutau, urutau-comum, urutágua, Kúa-kúa e Uruvati (nomes indígenas - Mato Grosso). O nome urutau é tupi e significa “ave fantasma”.


  FOTOGRAFIA DE TONINHO LIMA, NO DIA 17 de JANEIRO DE 2014, ÀS 7 HORAS DA MANHÃ,  POUSADO NUMA ESPATÓDEA,  DA PRAÇA DO KIOSQUE DA FAZENDA MODELO, EM PEDRO LEOPOLDO MG)....


                   URUTAU...A INDÍGENA QUE VIROU MÃE DA LUA...(CAUSO...)
   Há uma crendice na Amazônia de que as penas da cauda do urutau protegeriam a castidade. Por isso, a mãe varre debaixo das redes das meninas com uma vassoura confeccionada com estas penas.
   Conta uma famosa lenda boliviana, que na densa mata habitava a bela filha do cacique de certa tribo, enamorada por um jovem guerreiro da mesma tribo, a quem amava profundamente. Amava e era amada. 
   Ao saber do romance, o pai da menina, enfurecido pelo ciúmes, usou suas artes mágicas e tomou a decisão de acabar com o namoro da maneira mais trágica: matar o pretendente. Ao sentir o desaparecimento de seu amado, a jovem índia entrou na selva para procurá-lo. 
   Enorme foi sua surpresa ao perceber o terrível fato. Em estado de choque, voltou para casa e ameaçou contar tudo à comunidade. O velho pai, furioso, a transformou em uma ave noturna para que ninguém soubesse do acontecido. Porém, a voz da menina passou à ave. Por isso, durante as noites, ela sempre chora a morte de seu amado com um canto triste e melancólico.

                                 CENA DE ACOLHIMENTO  E AMPARO PATERNO:

   PRESTEM ATENÇÃO NO FLAGRANTE DO FOTÓGRAFO TONINHO LIMA, POIS O FILHOTINHO ESTÁ COM O BIQUINHO BEM VISÍVEL E BEM MENORZINHO DO QUE O BICO DA FOTO ABAIXO...OS MACHOS DOS URUTAUS É QUE, GERALMENTE, CHOCAM OS OVOS E CUIDAM DOS FILHOTES. NESTA FOTO, ENTÃO,  ESTÁ O MACHO ADULTO, ACOLHENDO O PEQUENO FILHOTE NO SEU VENTRE... 


                                              FOTO DO TONINHO LIMA...
   ESTA ESPÉCIE CAUSA ESTRANHEZA, POR APRESENTAR-SE BEM ARREDONDADA E FUGINDO DO PADRÃO TÍPICO ALONGADO DO URUTAU (FOTOGRAFIA LOGO A SEGUIR)  BEM MAIS COMPRIDO E IMITANDO UM TOCO...TRATA-SE DE UM URUTAU TÍPICO MESMO E A DEFINIÇÃO NA FOTO FICOU ATESTADA, PELA CABELEIRA DE PÊLOS, EM VOLTA DO BICO,  QUASE ESCONDIDO NAS FINÍSSIMAS PENAS AO LADO DO BICO...ESTA FORMA ARREDONDADA TALVEZ SE JUSTIFIQUE E EXPLIQUE PELA PRESENÇA DO FILHOTE NO VENTRE DO MACHO PROTEGENDO-O...



   OUÇA O CANTO DA MÃE DA LUA NO VÍDEO ABAIXO:                                                                                      http://youtu.be/ylPiq-7W5Iw

No Peru, mais especificamente na amazônia peruana, o Nyctibius griseus é uma ave arraigada na mitologia dos povos indígenas , onde é conhecido como “Ayaymama”, pois seu canto também lembra uma criança exclamando “ai, ai, mama!”. A lenda peruana conta que um bebê foi abandonado por sua mãe na floresta para evitar que morresse por uma peste que já havia dizimado todo o povo. Ele então se transformou em uma ave, que todas as noites lamenta por sua mãe.
Há muita superstição em torno dessa ave. Algumas pessoas, por desconhecimento acabam por rejeitá-la com medo de mau agoro ou má sorte. Infelizmente, por esse motivo, muitas solicitam o seu recolhimento pela Polícia Ambiental que acaba depositando-as em centros de triagem.



    HÁ OUTRA ESPÉCIE DE MÃE DA LUA ENCONTRADA EM NOSSA REGIÃO, COM CABEÇA BEM PROEMINENTE E DESTACANDO BEM EM RELAÇÃO AO RESTO DO CORPO...


TEXTO: Pr Dr. Gisnaldo Amorim Pinto.                 FOTOGRAFIAS:
Coordenador do Dossiê Fazenda Modelo.              ToninhoLima pelo Dossiê Fazenda Modelo...







quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

" CUITELÃO"...AVE de NÚMERO 172 do DOSSIÊ FAZENDA MODELO.

  A BENÇÃO AOS IMORTAIS: PENA BRANCA E XAVANTINHO DE CUITELINHO, CUITELÕES E BEIJA-FLORES DO BRASIL DE RAÍZES, DE COUVE, ANGU COM QUIABO E MUITO FUBÁ PENEIRADO...


 Nome Científico: Jacamaralcyon tridactyla (Vieillot, 1817) .



    O cuitelão é um Galbuliforme da família Galbulidae. Conhecido também como cavadeira, bicudo e violeiro (Minas Gerais).
     NO FOLCLORE POPULAR O BEIJA-FLOR É TAMBÉM CHAMADO DE CUITELINHO. JÁ O TERMO CUITELÃO PARA ESTA AVE QUE ACABAMOS DE CATALOGAR EM PEDRO LEOPOLDO, SE  REFERI A UM BEIJA-FLOR GRANDE, EMBORA OS BEIJA-FLORES PERTENÇAM À FAMÍLIA Trochilidae. 
                     O CUITELÃO NA CULTURA POPULAR DE RAIZ NO BRASIL...
                                         MÚSICA "CUITELINHO" :
Cheguei na beira do porto
Onde as ondas se espáia
As garça dá meia volta
E senta na beira da praia
E o cuitelinho não gosta
Que o botão de rosa caia, ai, ai, ai
Aí quando eu vim de minha terra
Despedi da parentaia
Eu entrei no Mato Grosso
Dei em terras paraguaia
Lá tinha revolução
Enfrentei fortes bataia, ai, ai, ai
A tua saudade corta
Como aço de navaia
O coração fica aflito
Bate uma, a outra faia
Os óio se enche d`água
Que até a vista se atrapaia, ai, ai, ai
   Música brasileira com origem no folclore do Pantanal de Mato Grosso. Considerada uma das mais lindas músicas do cancioneiro popular brasileiro. Retrata, à maneira do povo, uma pequena história de saudade, que pode ser interpretada como a saudade de um soldado brasileiro que lutou na Guerra do Paraguai. A letra foi recolhida por Paulo Vanzolini durante uma pescaria.  Esta canção foi interpretada por grandes nomes da música popular brasileira, como Nara Leão, Milton Nascimento,Renato Teixeira e os sertanejos Pena Branca e Xavantinho. Foi composta originalmente por volta de 1932 por Bento Costa.

                                  PENA BRANCA E XAVANTINHO...IN MEMORIAM...
                                     VEJA O VÍDEO DE CUITELINHO....
                           http://www.youtube.com/watch?v=Y-VflwZFjls



 Está ameaçado de extinção devido à destruição de seu habitat.
  ESTA AVE ESTÁ SERIAMENTE AMEAÇADA DE EXTINÇÃO e em Pedro Leopoldo, existem evidências de um bom número de indivíduos, o que nos leva a cogitar de que A FAZENDA MODELO, com seus ambientes naturais, trata-se de um local, que é bem peculiar como reduto a ser preservado, devido ao alto grau de importância para proteger uma espécie ameaçada de extinção como o CUITELÃO.
  Inclusive, esta espécie é tão rara, que não consta no registro do WIKI AVES da região de LAGOA SANTA e  entorno de 50 Km de RAIO de circunferência ao redor do município vizinho de PEDRO LEOPOLDO.
 O Cuitelão trata-se da terceira ave que consta na lista dos ameaçados de extinção NACIONAL e que tem refúgio na FAZENDA MODELO DE PEDRO LEOPOLDO. Consulte o DOSSIÊ e o BLOG da AVE FAUNA DE PEDRO LEOPOLDO e serão vistas as outras espécies ameaçadas, que vivem entre nós.
Seu nome significa: ave com bico-de-agulha como o martim-pescador e que possui três dedos.

  Habita margens de rios (com arbustos) e capoeiras isoladas em locais acidentados. Vive em pequenos grupos.O CUITELÃO foi visualizado na borda do RIBEIRÃO DAS NEVES e ao lado direito da pista de caminhada em PEDRO LEOPOLDO(MG), num ponto muito diversificado em número de espécies catalogadas neste DOSSIÊ FAZENDA MODELO. PRÓXIMO desta AVE estavam outros ARARIBÁS...o miúdo e o maior de cauda ruiva. 


  Encontrado exclusivamente no Brasil, do Espírito Santo e Minas Gerais até o Paraná.


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: 

ARARIMBA DE CAUDA RUIVA...AVE DE NÚMERO 171 do DOSSIÊ FAZENDA MODELO...


Nome Científico: Galbula ruficauda



Ocorre em boa parte do Brasil, nas áreas florestadas e secas, nos ambientes mais adensados, especialmente em suas bordas e clareiras.




  AGUARDEM MAIS DETALHES DA ESPÉCIE BEM EXCÊNTRICA, POIS TAMBÉM TEM UM CANTO MUITO SEMELHANTE A UM GRITO, QUE COMEÇA ALTO E QUE DEPOIS VAI DIMINUINDO EM INTENSIDADE.